Jacobina De Bahia
História
Os índios Payayás formaram os primeiros habitantes da cidade de Jacobina. Depois, houve os pecuaristas que montaram seus "recintos", dando início ao ciclo do gado. Mas logo apareceu uma riqueza muito mais interessante, as descobertas de ricas minas de prata, ouro, salitre e pedras preciosas. Como resultado dessa importante descoberta, as terras jacobinas foram invadidas e devastadas por um grande número de buscadores ávidos por riquezas minerais. Belchior Dias Moréia "A Muribeca" foi a primeira a declarar que nas terras desta cidade havia muitas riquezas a serem exploradas. E logo a exploração do ouro começou. Desta forma, a vila passou a ser um município conhecido como "Vila de Santo Antônio de Jacobina". Esse era o objetivo da metrópole, pois precisava da criação da Fundição Jacobina para controlar a mineração clandestina de ouro, ou seja, garantir a arrecadação do quinto ouro. Somente em 28 de julho de 1880, a vila foi elevada à categoria de cidade com o nome de "Cidade Agrícola de Santo Antônio de Jacobina", portanto, após sua emancipação política, Jacobina passou a ser governada por uma Câmara Municipal de cinco membros. O sertão baiano Teodoro Sampaio considera que o nome da cidade de Jacobina originou-se da palavra indígena Jacobina, que significa "campo vasto", "campo abeo", ou seja, sem vegetação que produza sombras. Afonso Costa afirma que o nome Jacobina foi escrito da seguinte forma: Iacoabina, Iacuabina, Jacuabina e finalmente Jacobina
Era uma vez, numa terra muito, muito próxima de nós, nomeadamente em Jacobina, que vivia uma tribo de índios, conhecida como tribo Payayá. Esta tribo não gostava muito de receber visitantes. Apenas um casal de índios (Jacob e Bina) acolheu todos os que passaram com a maior hospitalidade. Receberam os visitantes em sua casa, ofereceram sua rede e prepararam a melhor refeição, procurando agradar. E eles estavam felizes. Os visitantes, já sabendo que o casal tratava bem a todos os que percorriam bem estas terras, desviaram o seu caminho a pretexto de passarem pelas casas de amigos indígenas, sem se esquecerem também de os agradar com presentes. Desta forma, esses caminhos ficaram conhecidos como "terras de Jaco e Bina" e posteriormente a cidade foi batizada de Jacobina. O primeiro grupo de escolas Jacobina chamava-se Escolas Reunidas Luiz Anselmo da Fonseca. Hoje essa escola está fechada. Além dos grupos escolares existentes, as escolas estaduais e municipais, que são: Escola Municipal João Bello, Escola Municipal Carlos Gomes, Escola Municipal Lourival Martins, entre outras e as seguintes: o Centro Educacional Deocleciano Barbosa de Castro (dos 5º ao 8º grau e 2º grau); cursos no Colégio Municipal Gilberto Dias de Miranda (COMUJA): Educação Infantil, Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries); Cursos do Colégio Estadual Felicidade de Jesus Magalhães: 1º ano e 2º ano; Faculdade Luiz Eduardo Magalhães (MODELO).
Da rede privada, entre outras universidades, existem: faculdade Aquarela de 1ª série, com os seguintes cursos: pré-escola, 1ª a 6ª série (1ª série); Faculdade Yolanda Dias Rocha, com os seguintes cursos: pré-escola de 1ª a 8ª série (1ª série) e (2ª série); Faculdade Euzébio de Queiroz, com os seguintes cursos: Pré-escolar do 1º ao 8º ano (1º ano) e (2º ano) Científico; Colégio Armando Xavier de Oliveira (Escola Comercial), com os seguintes cursos: pré-escolar, 8º ano (1º ano) e (2º ano). Entre outras escolas particulares: Escola Carrossel, Escola Letícia Teixeira, Escola Pingo do Povo, Escola Moranguinho, Escola Monteiro Lobato. O município também se beneficia com a Faculdade Jacobina de Formação de Professores (FFPJ) com cursos de literatura vernácula, inglês, geografia, história, educação física e direito.
Com a chegada dos padres franciscanos (imigrantes portugueses) o sentimento religioso começou na cidade, através da catequese dos Payayás.
Eles plantaram não só o espírito religioso, mas também seus costumes divertidos e alegres, no seio jacobino.
Tornou-se comum a comunidade frequentar templos religiosos e promover procissões.
A igreja da missão está localizada em um local elevado e é uma atração da cidade para se ter uma vista do pôr do sol.
Dizem que foi construída com a ajuda dos índios Payayás.
Além dessas igrejas católicas seculares, os seguintes templos devem ser destacados: Presbiteriano, Batista, Assembleia de Deus, Adventista do Sétimo Dia e
Congregação Cristã do Brasil.
São as manifestações religiosas do território: Festa da Missão ou Bom Ano (1º de janeiro); Festa de Sant'Antonio (Padroeiro da Cidade) 13 de junho;
Festa do divino Espírito Santo (data da mudança entre maio e junho); Festa de San Benedetto na segunda-feira depois do Espírito Santo; Festa de Nossa Senhora da Conceição (08 de dezembro).
O turismo em nossa cidade é altíssimo devido às inúmeras belezas naturais que existem.
Em feriados ou domingos de sol, costumam ser organizados passeios e piqueniques próximo às cachoeiras e lagos.
As cachoeiras mais próximas da sede do município são: Cachoeira do Aníbal, Cachoeira do Rio do Ouro, Cachoeira do Caldeirão, Cachoeira do Itaitu e Cachoeira dos Alves.
Além de ótima para banho, a vista da cachoeira que cai na montanha é maravilhosa.
A Lagoa do Jenipapo e a Lagoa do Antônio Sobrinho já foram favoritas para piqueniques.
Chegando na cidade de Jacobina, o turista será bem-vindo ao Hotel Serra do Ouro, onde terá o privilégio de desfrutar de uma vista panorâmica da cidade.
A vista à noite é deslumbrante. O Hotel foi construído no Monte Tabor com um clima de montanha.
Também podemos desfrutar de uma vista panorâmica da Serra do Cruzeiro, com seus 500 degraus até o topo. Existe a tradicional cruz de madeira, o marco
da fé cristã de nossos ancestrais e perpetuada pelo povo.
Outro ponto turístico muito interessante é a Serra do Tombador, devido às suas pedras que destacam os fios de água, deslumbrando o viajante que passa.
usando a rodovia que acompanha a montanha.
Localização
Jacobina é um município brasileiro do Estado da Bahia, que faz parte da mesorregião do Centro-Norte Baiano e da microrregião de Jacobina.
As cidades vizinhas são Capim Grosso, Quixabeira, Miguel Calmon, Caém, Saúde, Mirangaba, Ourolândia, Várzea Nova, Serrolândia e Maracuja.
Jacobina fica a 339 quilômetros de Salvador e também é conhecida como Cidade do Ouro, legado da mineração de ouro que atraiu os pioneiros de São Paulo no início do século XVII.
As coordenadas geográficas são: latitude 11º10'50 "sul e longitude 40º31'06" oeste e a cidade está localizada a uma altitude de 463 metros.
Sua população estimada em 2018 era de 80.394 habitantes. Jacobina é cercada por montanhas, colinas, lagos, rios, fontes, cachoeiras e se parece com uma
excelente destino para os amantes do turismo ecológico. Localizada na região norte da Bahia, no extremo norte da Chapada Diamantina.
Além de belezas naturais e minas, Jacobina possui um rico patrimônio histórico e cultural, que pode ser visitado com a ajuda de guias turísticos.
O município possui mais de 600 leitos, distribuídos em 241 apartamentos em 13 hotéis e pousadas.
O clima é tropical com uma estação seca (classificação climática Köppen-Geiger: Aw). O fuso horário é UTC-3. Os bairros de Jacobina são Centro, Felix Tomaz, Missão, Aldeia Feliz,
Caeiras, Concepção, Reservatório de água, Jacobina I, Jacobina II, Jacobina III, Jacobina IV, Amanhecer, Banana, Serrinha, Sete casas, Catuaba, Nazaré, Peru, Índios,
Estação Solar de Habitação, Líder, Matriz, Inocoop, Declive Vermelho, Pedra Branca, Conjunto Zuleide, Novo Mundo, Grotinha, Tamarindo, Cana-de-açúcar,
Argila Branca, Cidade Dourada, Lagoa Dourada, Dossel, Dossel Baixo, Anadisor entre outros.
Os bairros de Jacobina são: Lages do Batata, pequeno vilarejo localizado a 34 km da sede da cidade, onde moram cerca de 3.000 habitantes, possui baixa renda per capita,
principalmente do trabalho agrícola, em particular de Sinzal (planta cultivada na região);
Junco; Grande cachoeira Caatinga do Moura, uma vila muito acolhedora localizada a 45 km da sede da cidade, onde vivem cerca de 2.000 habitantes, espalhada por um vale verdejante,
sendo a principal atividade económica, a cultura alimentar, a banana distingue-se pela produção de doces, alho e outras culturas que favorecem o clima húmido; Itapeipu;
Itaitu, um pequeno vilarejo, localizado ao sul da sede, a cerca de 25 km de distância, sendo 11 de estrada asfaltada e 14 de terra que varia de acordo com a época das chuvas. É um local ambientalmente atraente para o turismo, com várias cachoeiras e hospedagem e alimentação muito baratas, possui uma belíssima igreja histórica católica na praça central Paraíso.


